Página Inicial Data de criação : 08/03/28 Última actualização : 11/10/17 21:43 / 13 Artigos publicados

Piccadilly Circus  Inserido Sunday 08 June 2008 10:00

Blogue de neo :I'm not always the same, Piccadilly Circus

Piccadilly Circus is a famous road junction and public space of London's West End in the City of Westminster, built in 1819 to connect Regent Street with the major shopping street of Piccadilly. In this context a circus, from the Latin word meaning a circle, is a circular open space at a street junction. [1] It now links directly to the theatres on Shaftesbury Avenue as well as the Haymarket, Coventry Street (onwards to Leicester Square) and Glasshouse Street. The Circus is close to major shopping and entertainment areas in a central location at the heart of the West End. Its status as a major traffic intersection has made Piccadilly Circus a busy meeting point and a tourist attraction in its own right. The Circus is particularly known for its video display and neon signs mounted on the corner building on the northern side, as well as the Shaftesbury memorial fountain and statue of an archer popularly known as Eros (sometimes called The Angel of Christian Charity, but intended to be Anteros). It is surrounded by several noted buildings, including the London Pavilion and Criterion Theatre. Directly underneath the plaza is Piccadilly Circus London Underground station.

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Seja o que for que esteja no centro do mundo  Inserido Monday 07 April 2008 03:20

Blogue de neo :I'm not always the same, Seja o que for que esteja no centro do mundo

Seja o que for que esteja no centro do Mundo,
Deu-me o mundo exterior por exemplo de Realidade,
E quando digo «isto é real», mesmo de um sentimento,
Vejo-o sem querer em um espaço qualquer exterior,
Vejo-o, com uma visão qualquer fora e alheio a mim.

Ser real quer dizer não estar dentro de mim.
Da minha pessoa de dentro não tenho noção de realidade.
Sei que o mundo existe, mas não sei se existo.
Estou mais certo da existência da minha casa branca
Do que da existência interior do dono da casa branca.
Creio mais no meu corpo do que na minha alma,
Porque o meu corpo apresenta-se no meio da realidade.
Podendo ser visto por outros,
Podendo tocar em outros,
Podendo sentar-se e estar de pé,
Mas a minha alma só pode ser definida por termos de fora.
Existe para mim – nos momentos em que julgo que efectivamente existe
Por um empréstimo da realidade exterior do Mundo.
Se a alma é mais real
Que o mundo exterior, como tu, filósofo, dizes,
Para que é que o mundo exterior me foi dado como tipo da realidade?

Alberto Caeiro

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Podesse eu  Inserido Monday 07 April 2008 03:17

Blogue de neo :I'm not always the same, Podesse eu

Pudesse eu não ter laços nem limites
Oh vida de mil faces transbordantes
P'ra poder responder aos Teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes

Pudesse eu
Sophia de Mello Breyner

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No entardecer dos dias de Verão  Inserido Monday 07 April 2008 03:12

Blogue de neo :I'm not always the same, No entardecer dos dias de Verão

No entardecer dos dias de Verão, às vezes,
Ainda que não haja brisa nenhuma, parece
Que passa, um momento, uma leve brisa...
Mas as árvores permanecem imóveis
Em todas as folhas das suas folhas
E os nossos sentidos tiveram uma ilusão,
Tiveram a ilusão do que lhes agradaria...

Ah, os sentidos, os doentes que vêem e ouvem!
Fôssemos nós como devíamos ser
E não haveria em nós necessidade de ilusão...
Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida
E nem repararmos para que há sentidos...

Mas graças a Deus que há imperfeição no Mundo
Porque a imperfeição é uma cousa,
E haver gente que erra é original,
E haver gente doente torna o Mundo engraçado.
Se não houvesse imperfeição, havia uma cousa a menos,
E deve haver muita cousa
Para termos muito que ver e ouvir...


Alberto Caeiro

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Um extravio morno da minha consciência  Inserido Wednesday 02 April 2008 01:58

Blogue de neo :I'm not always the same, Um extravio morno da minha consciência

“Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa,não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de dizerem-se de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas submissas como a minha ao destino quotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios. Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo mais porque vivo maior.”

Bernardo Soares 

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